2/09/2006

Coisas só acontecem com o Chico - primeira história


Estava chegando em casa. Minha mãe estava dormindo no andar de cima e minha irmã estudando no andar de baixo. Assim que eu entrei minha irmã me chama prá conversar com aquele ar de cumplicidade de que alguma coisa bem errada está acontecendo. Quando se conhece alguém há 25 anos se aprende a ver uma porção de coisas só pelo olhar, especialmente porque eu e minha irmã vivemos tirando o do outro da reta, especialmente quando o assunto é minha mãe. Temos uma espécie de cumplicidade quando o assunto envolve um esporro materno.

Mas como estava dizendo, minha irmã me chamou prá conversar.

Tetê (com um leve sorriso nos lábios): Chico, você tá louco?

Eu (sem entender nada): Como assim?

Ela (rindo sem disfarçar): Por que é que você fez um filme seu transando com uma garota de programa e salvou no computador? Mamãe viu e ficou puta!

- Eu (O.o) ...

Fiquei mudo mesmo. Não tinha a menor idéia do que ela estava falando.

- Ela (finalmente gargalhando do meu desespero): E o pior não é isso: ela disse que nem camisinha você usou!! Justo você que sempre fica aí dando uma de certinho...

Eu (conseguindo falar finalmente): Que merda é essa? Nunca transei com nenhuma garota de programa! Muito menos me filmei transando!! E, se eu tivesse feito isso, certamente não teria salvo no computador...

Ela (;^P): Bom, só sei que mamãe falou que viu o filme e me falou prá conversar com você. Ela pediu também prá você conersar com ela quando quisesse...

Fui para o meu quarto e fiquei pensando. Eu realmente não tinha idéia de que merda era essa. Resolvi esperar a poeira baixar um pouco antes de ir conversar com a minha mãe. Enquanto isso decidi checar o computador prá ver se eu descobria o que tinha acontecido.

Assim que eu liguei a parada já sabia o que tinha acontecido. Fui direto conferir o filme pornô da Vivi Fernandes que eu tinha baixado (sim, eu tenho filmes pornôs no computador. E duvido que a maioria dos nerds típicos não tenham o seu estoque mínimo de putaria de reserva. Como diz um conhecido meu, se minha mão soubesse fazer café eu casava com ela). O cara do filme realmente parecia comigo. Tinha inclusive uma barbichinha como a que eu costumo usar.

Não, não fui burro de não apagar os "documentos recentes". Já tinha descoberto o que tinha acontecido, mas não sabia como. E não, não descobri até hoje como ela achou a parada. Resolvi adiar ainda mais a conversa.

Umas 3 horas mais tarde eu estava escovando os dentes quando minha mãe veio prá dizer que estava saindo. Decidi escrachar tudo mesmo:

Eu (com o mesmo leve sorriso da minha irmã): Fiquei sabendo que você achou um filme meu no computador, mãe... Você viu que nem camisinha eu usava?

Ela (rindo também, mas meio sem-graça): Vi mesmo!

Eu (com a cara mais limpa do mundo): Bom, na verdade é um vídeo pornô que eu baixei.

Ela (com um "duvido!" implícito): Chico, você pode até não admitir, mas eu tenho certeza que era você!

Eu (começando a ficar preoupado, afinal eu conheço a mãe cabeça-dura que eu tenho): Não mãe... Era uma atriz e um ator pornô. Vamos lá prá eu te mostrar o filme.

Ela (com uma cara de espanto): De jeito nenhum! Já basta ter visto aquilo lá uma vez! Vê se cria juízo e para de guardar essas coisas suas no computador.

Antes que eu pudesse insistir ela saiu e não tocamos nesse assunto de novo. E então minha mãe acha que eu transei com uma gostosa. E infelizmente não foi dessa vez...

1/26/2006

Aniversário e novidades


Bom, a novidade é que a nave da Xuxa foi embora. Nave da Xuxa foi o apelido dado ao meu antigo carro, graças ao fato dele ser branquinho (encardido, é verdade), de sempre sair uma fumaçada danada dele (hehehe) e porque sempre saem de lá de dentro o Praga e o Dengue (Quelé e eu. Obviamente ele é o Praga.). Tamos esperando a Xuxa aí...

Mas, como eu ia dizendo, o carro foi pro saco. Depois de rodar comigo por quase meio mundo (literalmente! 22.000 km...), me levar prá vários e vários lugares muito doidos (Tiradentes, Bichinho, Cartola, Reciclo, Opção, Tambor Mineiro, Futebóis e churrascos diversos e por aí vai) ele foi vendido prá um... teólogo! Só um cara desses mesmo prá exorcisar o demônio que se instaurou naquele carro. Boa sorte prá eles.

E agora eu tenho um carro novo! É tipo esse aí ó:







Chamado carinhosamente de Olindamóvel (seu próximo destino já confirmado pro carnaval) esse carrinho promete muito também.

Ah, meu aniversário chegou. Finalmente mais próximo dos 30 que dos 20. Minha mãe me desejou mais juízo, e eu pensei se ela ainda não percebeu que a parte da criação já foi e que, cagado ou não, o Chico não vai melhorar muito mais do que isso não. Meus amigos me desejaram mulheres e gandaia, e eu pensei que se eu continuar assim os 40 ficam cada vez mais longe, mas e daí? Quero virar o Vinícius de Moraes mesmo...

1/10/2006

Santa ceia

Uma das fotos mais divertidas do Reveillon. Saquem só a cara do Judas

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Obs.: Thanx Remo pelas modificações divertidas

11/14/2005

Exercise your music muscle



Prá brincar. Na figura (clica aqui prá abrir) tem o nome de várias e várias bandas prá adivinhar. E aqui rola um vídeo prá fazer a mesma coisa, só que com nomes de músicas. Muito muito doido! As melhores sacadas prá mim estão no vídeo. Começa com "I shot the sheriff" (genial a letra "I" matando o cara) e termina com "Paint it black" (muito legal também).

10/27/2005

Vergonha


Nunca achei que eu escrevo bem. Ainda mais um soneto, que é antiquado, meio breguinha e muito, muito difícil de encotrar as rimas. Eu escrevi dois poemas em toda a minha vida. Os dois prá mesma pessoa. Achei que nem tinha uma cópia desse, que é o que eu mais gosto, mas limpando uma daquelas pastas de e-mails enviados encontrei. Taí.

Soneto de Nossas Vidas

Eu grito para todo aquele que me escuta
E fala, e sente, e pensa, e tenta
Sobreviver ao que se apresenta
Do que o amor, lentamente, executa

Existe algo que me acalenta
Quando sua ausência vem na forma mais bruta
Pela qual eu travo a mais justa luta
Que é o que mais me contenta

E como o acaso me presenteia
Com a nossa vida, e sua presença
Pela qual a minha sempre anseia

E se ela ditar outra sentença
Eu me sentirei como que tateia
Perdido na vida, estranhamente intensa

Chico Lobo

Obs.: Dedico esse post à Cris, que me incentivou a escrever e a não ter vergonha. Brigado.

10/14/2005

Como eu tenho "pensado" ultimamente


Eu tenho odiado chegar a conclusões definitivas sobre qualquer aspecto da vida. Odeio estar pensando sobre um assunto e concluir alguma coisa que eu julgue eterna e imutável sobre ele, porque isso indica, pelo menos da maneira como eu tenho pensado, que aquele campo específico da vida está estagnado dali para frente, enquanto se tiver aquela falsa certeza. Digo falsa porque ter essa certeza absoluta indica que tenho fé em alguma coisa. Pra mim chegar a uma conclusão absoluta equivale a encontrar a verdade absoluta sobre aquele assunto e, como sou uma pessoa que tende a aplicar o método científico em vários aspectos de minha vida, não posso concordar com a idéia de verdade absoluta.
E isso tudo que a gente acha não vale só para vida acadêmica não, com certeza (não absoluta dessa vez. Certeza momentânea e certamente passível de mudanças). Vale para sua vida inteira, ou pelo menos para a parte da sua vida na qual você decide usar a racionalidade pra tirar conclusões. Digo isso porque também estou meio de saco cheio de ser racional o tempo todo. Cansei de negar meus instintos, de pesar conseqüências para cada ação minúscula da minha vida visando maximizar a minha felicidade (ou o que quer que eu deseje maximizar). Quando a gente fica pensando demais para falar que gosta de alguém, para fazer uma coisa bacana, para ficar feliz, as vezes a gente acaba racionalizando o sentimento e perde o tesão inicial. Pelo menos comigo isso já aconteceu várias vezes e tenho tentado evitar que isso aconteça de novo. Estou sendo emotivo também agora e tenho gostado das conseqüências disso.


Mas, como bem disse a Rafaela, que é a pessoa para quem eu tinha mandado uma versão desse textinho antes, e para quem eu dedico esse post, até pra decidir ser emotivo eu racionalizei. ;-P

9/05/2005

Bairrismo e overdose de samba


Bom, eu sou bairrista demais. Adoro a minha cidade, tenho amigos do maior escalão por aqui e tenho mesmo uma certa resistência a passar um tempo fora de casa. Tou falando isso porque vou passar uma semana agora em Juiz de Fora (favor ler com sotaque carioca) prá dar um curso por lá e não tou curtindo a idéia. Prá falar a verdade, se eu pudesse escolher agora acho que eu não iria.
Mas não tem escolha. Passagem comprada, lá vou eu falar sobre bioinformática prá alunos de graduação. Espero que o nível do pessoal seja bom.

E o Chicão, antes de ir prá gringolândia original, falou que estava com overdose se samba. Agora eu tou também. Tem uns 6 fins-de-semana que eu vou em, pelo menos, um samba. Os melhores-piores que eu estou achando são:

Cartola's Bar - Fica no Caiçara. No sábado tem uma banda de um camarada canhoto que toca invertido que eu vou te falar. O repertório dos caras é muito fino também. Tem desde Pedro Luís e a Parede até Chico. O único problema é que tá ficando insuportávelmente cheio. Mas se chegar cedo rola de aproveitar muito.

Tambor Mineiro - Rua Ituiutaba no Prado. Somente aos domingos. Começa as 6 datarde, com o Bantuquerê começando as 8-8:30. A parte boa não passa de meia-noite e tem ficando cheio, mas rola de entrar tranquilo. Bom, o que eu tenho prá falar sobre os caras é o seguinte: tem 6 segundas-feiras que eu acordo com ressaca e jurando que eu nunca mais saio no domingo, especialmente pro samba. O máximo que essa promessa durou foi até a hora do almoço. Outra coisa é vc cantando e dançando um samba da Mocidade Independente ("estrela de luz, que me conduz...") de 1992 na cantina do ICB as 3 da tarde de uma terça-feira. E não reparar que está fazendo isso até alguém te avisar. 12 músicos (10 que tocam percussão, um que toca cavaquinho/percussão/canta e outro que toca percussão/canta). Os caras quebram tudo no palco. Mas tudo mesmo. Se vc que ir em um samba enredo bom aqui em BH, pode ir no Tambor Mineiro que eu garanto a qualidade.

Samba Official - Rola na Cervejaria Official, também no prado, também aos domingos. Uma bosta. Vários adolescentes frenéticos dançando um samba mal-tocado me irrita.

Reciclo - Na Andradas, pertinho da ASMARE. Zé da Guiomar é muito bom. Os caras tocam demais, e o lugar é bacana. Se for na sexta ou no sábado, rola de chegar cedo (no máximo as 10) prá conseguir entrar.

Opção - No Caiçara também, meio que atrás do Del-Rey. Tem uma cara que eu não vou. Tava ficando muito, mas muito cheio e eu meio que cansei do repertório. Mas prá quem não conhece é uma ótima pedida. Se for, rola também de chegar cedo (tipo umas 8-9) senão não entra e não aproveita, porque acaba cedo.

Bar do Toninho - Fui uma vez e gostei demais. Bem mais vazio que os outros, rola de conversar tranquilo, tomar uma cera e ouvir música boa.


Meu roteiro ideal de fim-de-semana tem sido:

Sexta: Buteco da bio -> Reciclo.

Sábado: Cartola's

Domingo: Tambor Mineiro

Segunda: Acordo jurando negar o samba, mas não passa de um mal-entendido entre meu cérebro (que, no final está com a razão) e meus resquícios de fígado e pulmão.

8/21/2005

Quem sou eu?

Bom, eu sempre soube que isso ia acontecer um dia. Aí estão todos os sujos pro que der e vier. Quem adivinha qual deles eu sou?




Ah, só mais uma coisa que eu tinha esquecido e fui lembrado hoje na hra do almoço: Thanx Remo por ter feito essa paradinha.

8/08/2005

Roda Viva

A Lud disse um dia no blog dela que não tem mal que nunca passe. E eu acredito nisso, só que saudade é uma merda...

Roda viva

Chico Buarque
1967

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá

A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola pra lá

O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade pra lá

Obs.: Um adendo que eu achei hoje:



8/05/2005

O tanto que o Orkut é rápido, ou porque eu tenho medo dessa porra



Estudante de medicina da UFMG é preso por assaltar ônibus. Até aí tudo bem, tirando o fato do neguinho ter estuprado a mulher, segundo notícias mais recentes. O que eu achei curioso aqui é a velocidade de transmissão de notícias: o cara fez isso anteontem à tardinha, ontem eu já tinha ouvido falar disso pela manhã no laboratório e de noite, tomando uma cerva com a moçada eu tive a idéia: Será que esse cara tem Orkut? Será que outras pessoas já tiveram a mesma idéia que eu e estão agora procurando o perfil desse camarada?
No meu caso eu estava procurando o perfil por curiosidade mesmo, ainda que um pouco mórbida, prá tentar ver do que o cara gosta ou não e prá ver o que as possíveis pessoas estariam escrevendo sobre ele. No caso das outras pessoas que acharam o perfil, houveram, obviamente, tanto melhores amigos quanto pióres inquisidores.
Sem fazer juízo de valor, as únicas coisas que me deixam realmente chateado em relação à isso tudo é a coitada da mulher, que foi mais uma azarada nessa vida (é como a gente tem falado muito por aqui no ICB: todo dia sai um bobo de casa. Torça prá não ser você..) e o fato de que a reitora disse que vai tomar todas as medidas possíves para impedira a venda de àlcool no Campus. Ou seja: hoje tem uma grande chance de ser o último buteco da bio de verdade...