10/27/2005

Vergonha


Nunca achei que eu escrevo bem. Ainda mais um soneto, que é antiquado, meio breguinha e muito, muito difícil de encotrar as rimas. Eu escrevi dois poemas em toda a minha vida. Os dois prá mesma pessoa. Achei que nem tinha uma cópia desse, que é o que eu mais gosto, mas limpando uma daquelas pastas de e-mails enviados encontrei. Taí.

Soneto de Nossas Vidas

Eu grito para todo aquele que me escuta
E fala, e sente, e pensa, e tenta
Sobreviver ao que se apresenta
Do que o amor, lentamente, executa

Existe algo que me acalenta
Quando sua ausência vem na forma mais bruta
Pela qual eu travo a mais justa luta
Que é o que mais me contenta

E como o acaso me presenteia
Com a nossa vida, e sua presença
Pela qual a minha sempre anseia

E se ela ditar outra sentença
Eu me sentirei como que tateia
Perdido na vida, estranhamente intensa

Chico Lobo

Obs.: Dedico esse post à Cris, que me incentivou a escrever e a não ter vergonha. Brigado.

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