10/21/2003


Domingo, chegando em casa de noite, eu desci do ônibus e pensei: "Há exatamente uma semana atras eu estava batendo papo com o velhinho do banco de bambu".

Lógico que eu pensei em como ia ser divertido encontrar com ele novamente. Eis que eu passo por uma carro com um malaco dentro (digressão mínima: prá mim, malaco não é necessariamente fodido financeiramente. Malaco são aquelas pessoas que você teria medo de encontrar sozinho na rua de madrugada, ou aquela cambada de chatos que fica te fritando e falando gírias incompreensíveis nos ônibus. Malaco is a way of life). No carro tava tocando aquela música do Sepultura com o Carlinhos Brown (acho que chama Ratamahatta).

Lógico que o tio do banco estava trocando idéia com o malaco, falando as gírias incompreensíveis. O mais doido foi ver o tio se despedindo do camarada com aqueles apertos de mao que envolvem uns 5 ou 6 movimentos diferentes, e terminam com um socando a mão do outro.

Dá próxima vez que eu encontrar com o tio, acho que vou perguntar se ele lembra de mim. Vou até perguntar prá Cris (que é uma amiga malaca minha) qual é o melhor jeito de sair ileso dessa históia.

Obs.: Cris, se você ler esse post, por favor, não mande o mineirão me dar porrada. Nem os caras da sua rua. Você precisa de mim prá ser seu consultor em assuntos de biomol...

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